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10 de Fevereiro, 2019

Para ser feliz e saudável: a “vingança” do católico!

Como católicos, podemos e devemos manter um corpo saudável, sem exageros, mas, além disso, temos um meio antigo e sempre novo para mantermos uma boa saúde e estarmos em paz conosco mesmos, com Deus e com as pessoas: o perdão.

Em nossos dias há uma “cultura da saúde” disseminada nos meios de comunicação para todas as idades: academia, cultura fitness, alimentação vegana, naturalista ou macrobiótica, tipos de meditação, yoga, pilates e tantas variações, em busca do equilíbrio entre o físico e o espírito. Com exceção da linha esotérica, a que cada católico, por princípio, não deveria aderir, o restante são opções válidas para sair do sedentarismo, buscar uma alimentação saudável e uma melhor qualidade de vida, o que é ótimo!

Sabemos que  a raiz de muitos males do corpo e da alma é a falta de perdão. A mágoa, o ressentimento (sentir de novo), os desgostos sofridos ao longo da vida, acumulados dentro de nós, não elaborados e não aceitos, são geradores de muitas enfermidades.

O Pe. Kentenich, há décadas, já se ocupava com este tema e de diversas formas viveu e ensinou que o perdão e a aceitação das permissões divinas em nossa vida são o melhor remédio para manter o equilíbrio e a alegria de viver, consequentemente, para ter um corpo saudável. Ele nos ensina:

“Todas as coisas que nos causam dor, nós podemos e devemos aproveitá-las para sermos santos”. (Livro Padre José Kentenich e a nova ordem social, p.50).

Mas como aproveitar o sofrimento para sermos santos? O melhor meio é o perdão. O perdão, podemos dizer, é a “vingança do católico”, é o nosso jeito de pagar o mal que nos fizeram. Conhecemos aquela história do monge e do escorpião:

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.

Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

– Mestre, deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
– Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Agir conforme nossa natureza de católicos, filhos de Deus, batizados e remidos pelo precioso sangue de Cristo é sempre um desafio, que exige nossa autoeducação constante e muita oração. Para nos aventurarmos por este caminho do perdão é bom refletir:

  • Há alguém que ainda preciso perdoar, que ainda não consegui perdoar totalmente, de quem guardo alguma mágoa ou rancor?
  • Sempre de novo, até sem me dar conta, falo ou penso naquela situação ou pessoa com mágoa ou rancor?
  • Quero, com sinceridade, alcançar a graça de perdoar esta pessoa que me feriu?
  • O que posso fazer neste sentido?

Por: Ir. M. Ana Paula R. Hypólito | Imagem: Pixabay