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09 de Setembro, 2019

Jornada em devoção à Mãe e Rainha

Romaria de Piracicaba/SP ao Santuário de Atibaia/SP

Imagine caminhar mais de 130Km a pé, enfrentando as dificuldades do clima, os obstáculos pelo caminho. A solidariedade de pessoas desconhecidas, que se encontram ao longo do trajeto, tudo por amor à Mãe de Deus. Essa é a história do Raul Marques, de Piracicaba/SP, que junto com seu cunhado João Alberto Cancelliero, peregrinam até o Santuário de Atibaia/SP, há mais de 20 anos. Confira a entrevista:

Tudo começou quando o filho do João teve um câncer, um linfoma aos 13 anos. Ele foi operado e teve um longo tratamento, e nesse período começou a devoção à Mãe e Rainha. Eu sugeri para ele que fizéssemos a romaria até o santuário da Mãe, nós fomos de carro marcando a quilometragem os postos de gasolina e aí começamos em 1997. No começo participava eu, ele, o filho e mais um amigo, depois a cada ano foi agregando novas pessoas, desde 1997.

Muitas pessoas pedem uma cura, também aquelas que nos pedem orações. Eu mesmo, em 2000 e eu tive um enfarte, passei por uma cirurgia. No ano passado foi colocado um marca-passo, andei 65km a orientação da médica era para andar apenas 10km por dia, o restante eu fiz no carro do apoio.

Ao longo da caminhada Deus vai nos conduzindo, a Mãe e Rainha vai abrindo os caminhos. Maria representa meu coração, creio que no coração de todos os outros Ela é o amor incondicional. Nós vamos procurando seguir o exemplo da Mãe. Ela é a fé, o silêncio à espera. A Mãe nos ensina a esperar a ter a paciência e sabedoria. Ela guardava as coisas no silêncio do coração, também nos ensina isso a ter o momento certo de agir, de falar.

Mãe que acolhe

A Mãe que acolhe, que sustenta que recebe os filhos de braços abertos. Temos Maria como referência a partir da experiência que nós tivemos com a nossa mãe. Ela cuida de nós e isso nos dá um acalento.

Caminhamos com todas as dores do corpo, o cansaço, levando todos os agradecimentos e pedidos até a Mãe de Deus, os pés ficam machucados, mas a alma fica leve. dormindo no baú de um caminhão, íamos dormir ao relento, mas um caminhoneiro nos ofereceu para passa a noite.

 Quando chegamos no Santuário, nos abraçamos na porta, é como estar no pedaço do céu, tudo se renova. Fazemos essa caminhada como intenção ao Capital de Graças. Quando chegamos, sabemos que vamos colher os frutos, para nós é um pequeno sacrifício. Sentimos a alegria de ter cumprido a nossa missão.

 

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Por: Juliana Dorigo