Facebook Youtube Instagram
13 de Janeiro, 2020

Como manter aceso o fogo do ideal

…quando passa a novidade?

A pedagogia do ideal é uma das grandes contribuições com que Deus presenteia a Igreja, por meio do Pe. José Kentenich. Conhecer-se a si mesmo, de modo bem profundo, e encontrar “a ideia original preexistente na mente divina”, a minha “imitação e manifestação original das perfeições humano-divinas de Cristo” [1]. Descobrir o ideal pessoal, o ideal de grupo ou de ramo é como abrir uma imensa janela e deixar a luz divina iluminar o coração e a mente. Quanto entusiasmo isso traz! Indica a direção e dá sentido aos propósitos para a autoeducação.

Cada ideal é uma missão divina

Não é a pessoa que define seu ideal, mas, ele vem de Deus! Portanto, cada ideal tem junto uma missão. Deus quer que, com “o colorido” de meu ideal, eu ajude na transformação da sociedade. Para que isso se torne prática, é preciso ser realista e traçar um plano de missão:

– Como quero viver esse ideal no meu relacionamento com a família, em meu trabalho, em minha vida de oração, no meu lazer, etc?
– Como essa estrela de meu ideal pode transparecer em meu modo de falar, de me vestir, em minha postura física…?
Enfim, ter muito claro como é viver o ideal na rotina do dia a dia, escolher propósitos bem concretos.

Faz parte, também, saber aplicar o ideal nas horas de desilusões e de fracassos. Pois, como diz o Pe. Kentenich, “se só reparamos nos êxitos exteriores, não resistiremos por muito tempo. Porque os êxitos, em comparação com o que desejamos, serão sempre pequenos. Se não temos uma fé muito firme de que Deus está por trás de nós, nos cansaremos. Vivamos da fé e não apenas do conhecimento intelectual.” [2]

Usar os fracassos e desilusões a nosso favor

Vamos falar com os pés no chão, “cozinhar com água”, como dizia nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich: a vida não é feita só de entusiasmo. Uma das maiores desilusões é quando a gente se dá conta de quão difícil é configurar o dia a dia segundo o ideal e percebe que também no grupo a realidade e o ideal não se unem como esperávamos. A Mãe de Deus é uma educadora sábia e não deixa que nenhum de seus filhos deixe de passar por essa experiência.

O que fazer quando isso acontece?

– Em primeiro lugar é preciso estar consciente de que o ideal é IDEAL, trata-se da perfeição que queremos alcançar. Nunca o conseguiremos atingir 100% nesta vida, pois só Deus é perfeito.
– Outra coisa importante é rever o nosso conceito de perfeição, Deus espera de nós a “perfeição” como seres humanos limitados e não a perfeição dos anjos. É preciso ser misericordioso consigo mesmo e também com os outros. Jesus diz que “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7, 21) Qual é a vontade do Pai? Jesus também explica que a vontade do Pai é que nos tornemos humildes como as crianças: “Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos Céus.” (Mt 18,4) Só há um caminho para se tornar humilde: ser humilhado. Por isso, cresçamos com nossos erros, os reconheçamos com sinceridade, nos arrependamos, os confessemos, peçamos desculpas e recomecemos com humildade, pois no Reino de Deus cresce mais aquele que se torna cada vez mais pequeno, mais alegre e filial diante do Pai celeste.

Renovar sempre o primeiro amor ao ideal

Rezar sempre de modo pessoal, não simplesmente repetindo orações que outros escreveram, mas, tirar tempo para conversar com Deus, com a Mãe de Deus sobre o meu ideal e a forma como o tenho praticado, relacionar o meu ideal pessoal com o Santuário Lar, ler conteúdos relacionados com seu conteúdo e missão. Na eucaristia, colocar sobre o cálice o meu empenho pelo ideal, minhas alegrias e temores, pedir na comunhão que Jesus viva em mim esse belo traço dele que Deus Pai me presenteou. Manter no meu coração a alegria e a gratidão pelo ideal encantador que Deus me confiou.

Eis alguns dos pequenos segredos para viver o ideal e manter sempre o entusiasmo pela sua realização.

 

[1] Para saber mais, ver em “150 perguntas sobre Schoenstatt”, p. 88

[2] A sua missão nossa missão, p. 91

Por: Ir. M. Nilza P. da Silva


Fonte: schoenstatt.org