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14 de Janeiro, 2020

O apostolado que aprendemos com nossa Mãe

A disponibilidade de dizer ‘sim’ aos planos de Deus

“Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1, 39-42)

Neste texto bíblico nós encontramos diversos elementos do apostolado. Pelo seu ‘sim’, a Mãe de Deus aceitou sua missão de geradora de Cristo, portadora de Cristo e aquela que traz Cristo. A disponibilidade de dizer ‘sim’ aos planos de Deus é essencial, mas também é preciso seguir a iniciativa de realizar a missão.

Maria tem pressa, ela vai pelas montanhas, ou seja, ela trilha um caminho que não é fácil. A comunicação da Boa Nova não se deu, em primeiro lugar, por meio de um discurso bem articulado, porém, por um encontro autêntico de duas pessoas, que estão plenas de Deus.

O Pe. José Kentenich diz que o apostolado “é o borbulhar da interioridade, a inundação da plenitude cristã interior, a plenitude da vida divina” [1]. Mesmo que a dimensão externa do apostolado seja importante, somente quando a ação apostólica for plena da vida divina, se completa o apostolado. Fritz Ernst diz neste sentido: “O curso de nossa missão começa com o apostolado em nós próprios a fim de concretizar-se a palavra do apóstolo: ‘Fieri volo alter Christus [Eu quero ser um outro Cristo]” [2].

Deus elege e a pessoa diz o seu ‘sim’ em liberdade e disponibilidade. O Pe. José Kentenich explica esse processo da seguinte forma: “Quem chama o apóstolo? Deus onipotente, bondoso e amável, o Deus feito homem. ‘Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto’ (Jo 15, 16). […] O Senhor escolheu também a mim, apesar de minha morosidade” [3].

O Pe. José Kentenich continua: “Como o Senhor chama os apóstolos? Ele se adapta à individualidade deles. Ele quer ser amigo, pai, irmão. De modo singelo e distinto, ele os educa para serem seus colaboradores no ministério sacerdotal e pastoral e os chama para os postos mais importantes do seu Reino” [4].

Qual é a resposta de um apóstolo que foi chamado? Segundo o Pe. José Kentenich: “Imediatamente! Se Deus chama, então devemos deixar imediatamente tudo para trás. Heroicamente! Eles deixaram tudo. O que isto significa? Eles deixaram a si próprios. Trata-se da atitude. Nós deveríamos poder nos mover em todos os estados” [5].

Nós questionamos: mas como? Ele responde: “De modo duradouro, persistente! […] Sem dúvidas, sou chamado para o apostolado” [6].

 

*Trecho da palestra de Geni Maria Hoss durante a celebração do centenário de Hoerde. Texto completo disponível para download: clique

 

Referências:

[1] Josef Kentenich. Romvortrag, 17. 11. 1965

[2] Schönstattwerk Paderborn. Hörder Dokumente. Paderborn: Bonifacius-Druckerei, 1969, p. 77.

[3] Josef Kentenich, Exerzitien Ostern 1925.

[4] Josef Kentenich, Exerzitien Ostern 1925.

[5] Josef Kentenich, Exerzitien Ostern 1925.

[6] Josef Kentenich, Exerzitien Ostern 1925.

Por: Geni Maria Hoss


Fonte: schoenstatt.org