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12 de Fevereiro, 2020

A lei do amor é universal, não podemos excluir ninguém

O amor cristão não tem limites

A lei do amor do cristão é universal, sem limites. Não podemos excluir ninguém: nem a cristãos nem a pagãos, nem a ricos nem a pobres, nem a amigos nem a inimigos, nem a pessoas simpáticas nem antipáticas. Mas não podemos brindar a todos com o mesmo amor. Existe uma ordem no amor.

1º. Amamos nós mesmos. Cristo supõe esse amor próprio, quando nos diz que a norma para o amor ao próximo é o amor a nós mesmos. Mas tem que ser um amor sadio, equilibrado, maduro – não um amor egoísta.

2º. O amor a nossos seres queridos: familiares, amigos, pessoas próximas. Porque “o amor há de começar em casa”. E acontece que muitas vezes é mais difícil amar os que estão próximos do que os que estão distantes. Pode acontecer, por exemplo, num matrimônio ou numa comunidade religiosa: com o passar do tempo nos esquecemos dos valores e virtudes do outro e nos concentramos quase que apenas em seus defeitos. Os defeitos dos outros nos incomodam mais do que seus valores nos alegram.

3º. Também são próximos os que nos fizeram mal, aqueles que nos faltaram com a caridade, como, por exemplo, a falta de atenção, as pequenas ofensas, o mau humor e também as injustiças, como injúrias, calúnias, roubos. A esse tipo de pessoas as chamamos nossos inimigos.

Exigências de Cristo para sermos seus discípulos

O Evangelho nos mostra as características do verdadeiro cristão. Apresenta-nos as exigências do Senhor para todos aqueles que querem ser seus discípulos.

– São exigências muito claras: temos que amar os inimigos. Temos que amar sem esperar retribuição dos demais. Temos que amá-los como queremos que eles nos amem.

– São exigências muito concretas, por exemplo: fazer o bem aos que nos odeiam; orar pelos que me injuriam; ao que me bate, oferecer também a outra face; ao que me rouba a capa, dar também a túnica; emprestar sem esperar que me devolvam. São exigências tão concretas, que ninguém pode escapar ou dizer que não as entende.

– São exigências muito difíceis: trata-se de um ideal muito alto, difícil de alcançar. Porque se trata de critérios totalmente opostos aos que vigoram em nosso mundo hoje:

• Critérios do amor – não do egoísmo ou instinto.
• Critérios da generosidade – não de pobreza de espírito.
• Critérios de Deus – não critérios do homem.

É por isso que causam estranheza, incompreensão, burla da parte dos demais. No entanto, como autênticos discípulos de Cristo, temos que aspirar a elas.

– São exigências muito fecundas: que nos brindam uma recompensa eterna. Trata-se de imitar o atuar de Deus, que é bom também com os maus: não julgar, nem condenar, mas ser compreensivo, perdoar, dar – como Deus o faz. Se atuarmos assim, nossa recompensa será grande, seremos tratados por Deus da mesma maneira, com a mesma medida, como nós o fizermos. Seremos acolhidos com generosidade, misericórdia e amor paternal por Deus.

Queridos irmãos, tratemos aos outros com compaixão, perdão e amor desinteressado.
Então, Deus nos pagará com uma medida generosa, cheia e abundante.

Exame de consciência

1. Que pessoas considero pouco simpáticas, enfadonhas, mal intencionadas, inimigas?
2. As pessoas que me ofenderam foram injustas comigo?
3. Qual é minha atitude para com essas pessoas? Trato-as com frieza, evito-as, tenho elas marcadas para sempre, guardo rancor, desejo vingar-me…? E não será que sou exageradamente suscetível as suas declarações, sejam reais ou imaginárias?

 

Se desejar escrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

Por: Pe. Nicolás Schwizer


Fonte: schoenstatt.org.br