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13 de Setembro, 2017

Em mensagem no Twitter, Papa exorta líderes mundiais a buscar o bem comum da humanidade

Francisco lançou apelo por ocasião da abertura da 72ª Assembleia Geral da ONU

“Encorajo os líderes do mundo a pôr de lado interesses setoriais para buscar juntos o serviço do bem comum da humanidade”. Com essa mensagem publicada em sua conta em nove línguas no Twitter, o Papa Francisco lançou um apelo aos líderes mundiais por ocasião da abertura da 72ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a decorrer nesta terça-feira, 13, em Nova Iorque.

A exortação retoma o apelo pronunciado pelo próprio Pontífice durante o histórico encontro na ONU em 25 de setembro de 2015, oportunidade em que pediu para que fosse superada “a desordem provocada pelas ambições incontroladas e pelos egoísmos coletivos”, dos quais derivam ainda hoje guerras, misérias, injustiças e abusos de todo o tipo.

Diante da Assembleia Geral da ONU, o Santo Padre sublinhava sobretudo a necessidade de “uma participação e uma incidência real e equitativa nas decisões” em nível mundial, referindo-se em particular aos órgãos com efetiva capacidade executiva, como o Conselho de Segurança da ONU, organismos financeiros e grupos ou mecanismos criados para enfrentar as crises econômicas.

“Isto ajudará a limitar qualquer tipo de abuso ou usura especialmente em relação ao desenvolvimento sustentável dos países e para evitar a asfixiante submissão de tais países a sistemas de crédito que, bem longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência”, afirmou Francisco na ocasião.

O Papa dirigiu-se à ONU indicando com veemência o caminho a ser percorrido para realizar o bem comum da humanidade. “Sem o reconhecimento de alguns limites éticos naturais intransponíveis e sem a imediata implementação daqueles pilares do desenvolvimento humano integral, o ideal de salvar as futuras gerações do flagelo da guerra e de promover o  progresso social a um mais elevado nível de vida dentro da mais ampla liberdade, corre o risco de se tornar uma miragem inatingível, ou pior ainda, palavras vazias que servem como desculpa para qualquer abuso e corrupção, ou para promover uma colonização ideológica mediante a imposição de modelos e estilos de vida anômalos, estranhos à identidade dos povos e, em última análise, irresponsáveis”.



Fonte: Amex, com Rádio Vaticano


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