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História da Imagem Peregrina Original

Pe. Argemiro Ferraccioli

Ir M Rosequiel Fávero

 

Vamos conhecer a história da assim chamada ‘Imagem Peregrina Original’, ou seja, a imagem da Mãe e Rainha de Schoenstatt, que João Pozzobon recebeu em 10 de setembro de 1950 e peregrinou durante 35 anos. Antes de morrer, João Pozzobon confiou esta imagem histórica às Irmãs de Maria de Schoenstatt, que a custodiam no Centro Mariano, sede do Movimento de Schoenstatt em Santa Maria.

Consultando os arquivos históricos da causa de canonização de João Pozzobon e da secretaria da Campanha em Santa Maria/Brasil, onde constam anotações, gravações e entrevistas feitas pelo Pe. Esteban Uriburu, chegamos aos seguintes dados.

Assim é a história

É de conhecimento geral em Santa Maria, e também confirmado pelo próprio João Pozzobon nas suas anotações, que em 1950 foram feitas algumas imagens ‘iguais’ da Mãe Três Vezes Admirável, em madeira e na forma do Santuário (Falou-se muito tempo de três imagens, João Pozzobon se recorda de quatro imagens iguais). Estas foram confiadas a homens do Movimento para peregrinarem entre as famílias em preparação à proclamação do dogma da Assunção de Maria. Existem nas crônicas do Movimento de Santa Maria fotos de outubro de 1950, com quatro imagens ‘peregrinas’.

Infelizmente, não existem notícias do paradeiro destas outras imagens, nem nomes dos outros homens que exerceram este apostolado. Eles devem ter feito o que lhes foi proposto: peregrinar com a imagem durante pouco tempo, até a proclamação do dogma. João Pozzobon continuou ‘somente’ por mais 35 anos!

Entre os anos 40 e 50, a devoção à Mãe e Rainha de Schoenstatt foi criando raízes em Santa Maria e nos arredores. Depois da inauguração do Santuário Tabor, foram organizadas muitas romarias e procissões. A crônica do Movimento de Santa Maria relata que, por exemplo, em 1953, na 2ª edição da Romaria da Primavera, participaram três mil pessoas e foram trazidas ao Santuário quinze imagens da Mãe e Rainha.

Como surgiu o formato da Imagem

Quanto ao formato da Imagem Peregrina Original, existem documentos que afirmam que – como modelo – foi tomada uma pequena imagem da Mãe e Rainha em madeira e na forma de Santuário, vinda da Alemanha e pertencente a um grupo de Irmãs de Maria. A Irmã proprietária desta imagem, deixou descrito detalhadamente os diálogos com a Ir. M. Terezinha sobre os planos de fazer as ‘imagens peregrinas’ segundo o modelo da sua capelinha.

A própria Ir. M Terezinha ainda vivia quando era já contada a história que o modelo da Imagem Peregrina Original foi tirado da imagem deste grupo de Irmãs. E ela nunca se opôs a esta versão, o que testemunha a sua veracidade. Já quanto ao lugar onde foram fabricadas as imagens, quando perguntado por Pe. Esteban Uriburu, João Pozzobon não duvidou em indicar uma escola técnica de marcenaria dirigida, na época, por Irmãos Maristas. (A ‘Escola de Artes e Ofícios’, situada na Avenida Rio Branco, em Santa Maria, extinta nos anos 80.)

Quem teve a ideia de fazer peregrinar a imagem da Mãe e Rainha nas famílias?

É difícil responder esta pergunta. Segundo os testemunhos de João Pozzobon, sabemos que Pe. Celestino Trevisan e Ir. M. Terezinha propuseram esta ideia aos membros do Movimento e mandaram fazer as imagens. Foi em setembro de 1950, durante um retiro para homens, onde se estimulou a oração do terço seguindo as sugestões dadas pelo Papa de então, Pio XII.

Deve-se levar em consideração que o costume de fazer peregrinar imagens nas famílias já era conhecido no Brasil, especialmente em regiões de colonização italiana. Também as Irmãs de Maria, para preparar a inauguração da sua casa em Santa Maria, no ano de 1945, visitaram as famílias da paróquia com um ‘altar portátil da MTA’. As anotações de João Pozzobon em seu diário, ainda antes do início da Campanha, relatam também o seu desejo de fazer algo pela salvação das famílias e que ele há mais tempo refletia o que poderia fazer pela Mãe de Deus.

É interessante recordar que João Pozzobon, juntamente com outras pessoas do Movimento, fez sua consagração de Carta Branca no Santuário Tabor em 18 de outubro de 1950, pouco mais de um mês depois de iniciar a Campanha, sob o lema ‘ser vítima para a santificação das famílias’. E, na preparação para este dia, escreveu no seu diário que estava consciente de ser chamado por Maria a uma missão e de estar preparado ‘para tudo’.

A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt encontra sua raiz na Aliança de Amor com a Mãe e Rainha de Schoenstatt, no Santuário. É concretização das palavras de nosso Pai e Fundador em 15 de abril de 1948, perenizadas na carta de Santa Maria:

“Levem a imagem da Mãe de Deus e deem-lhe um lugar de honra em seus lares. Assim, estes se transformarão em pequenos Santuários, nos quais a imagem de graças atuará eficazmente, criando uma terra santa na família, e formando santos membros da família.” 

Louvemos a Deus e nossa querida Mãe e Rainha porque estas palavras se tornaram realidade!

Os documentos citados no artigo pertencem à causa de canonização de João Pozzobon. Para referências destes dados, consultar diretamente o arquivo da causa: sionmari@terra.com.br



Fonte: www.maeperegrina.org.br


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