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01 de Dezembro, 2014

Movimento Apostólico de Schoenstatt - Origem e história

O Documento de Fundação

Na Capelinha de São Miguel, no vale de Schoenstatt, em Valendar junto o Reno, a 18 de outubro de 1914 o Padre José Kentenich fez uma conferência à Congregação Mariana do Seminário de Schoenstatt, em que revelou uma “secreta ideia predileta”. A “ideia predileta”, que ele considerou “quase ousada demais para o público em geral”, mas não para a pequena comunidade da Congregação, era na sua essência o seguinte: “Não seria possível que a Capelinha da nossa Congregação chegue a ser ao mesmo tempo o nosso Tabor, onde se manifeste as glórias de Maria? Maior ação apostólica não podemos realizar, herança mais preciosa não podemos legar aos nossos sucessores do que mover Nossa Senhora e Rainha a estabelecer aqui de modo especial o seu trono, distribuir seus tesouros e realizar milagres da graça”.

Com estas palavras o Padre Kentenich apresentou aos jovens membros da Congregação o programa de oração e sacrifício “para fazer suave violência” à Mãe de Deus, a fim de que Ela se digne eleger a Capelinha de São Miguel como seu lugar de Graças, origem e centro de um Movimento de renovação e de educação religioso-moral.

Como o Padre Kentenich chegou a esta ideia? Nela influíram a sua fé convicta e um fato concreto. A sua fé convicta dizia que a missão e a ação da Mãe de Deus não terminaram com sua vida terrena, mas continuam até o fim dos tempos. Mesmo após sua passagem para a Santíssima Trindade, Maria continua, na sua qualidade de “companheira e colaboradora permanente de Cristo em toda a Obra da Redenção”, como mais tarde o Padre Kentenich viria a designá-la, a participar ativamente com toda sua pessoa e poder de intercessão na Obra Salvífica de seu divino Filho. Como a História da Igreja o mostra, Ela desenvolve de preferência sua ação em lugares, por Ela escolhidos como lugares especiais de graças, e por meio de pessoas, que instrumentalmente se põem à sua disposição.

O fato concreto foi a fundação do lugar de peregrinação Vale de Pompeia, na Itália, da qual o Padre Kentenich teve conhecimento no verão de 1914. Se a fé e o sacrifício do advogado Bartolo Longo moveram a Mãe de Deus a fazer de Vale de Pompeia um lugar da sua particular ação, não poderia suceder o mesmo em Schoenstatt, se surgissem pessoas animadas por uma atitude abnegada e apostólica semelhante? 

A “ideia predileta” inflamou os corações dos congregados. Eles viram nela não uma ideia meramente humana, mas uma iniciativa da própria Mãe de Deus, que Maria lhes comunicou por meio do Padre Kentenich. Pela Consagração de congregados e sob a orientação do Padre Kentenich eles fizeram sua a iniciativa, puseram-se a serviço da Mãe de Deus e, pela autoeducação na vida diária, entregaram-se completamente à Mãe de Deus para a concretização da “ideia predileta”.

Por: Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito


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