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15 de Dezembro, 2014

Um presente jubilar!

“Vivemos uma expectativa diferente neste Natal, pois em cada Advento a Mãe de Deus espera para nos presentear seu Filho no Natal, agora estamos vivendo o contrário, pois estamos esperando para entregar nossa filha à Mãe e Rainha."

O casal Eduardo Jorge Medeiros da Silva e Andréia Cosme da Silva contam com alegria sua história:

“Hoje trouxemos nosso afilhado, o pequeno João Guilherme, para fazer sua Consagração à Mãe e Rainha, pois seu nascimento foi bem difícil, sua mãe teve pressão alta na gestação e teve que adiantar o parto. Sendo assim, ele nasceu prematuro e teve que ficar internado por 25 dias. Foi uma época muito difícil, mas o que não faltou foi muita oração para que ele saísse logo do hospital. Sua avó Aparecida, nós seus padrinhos e também as Irmãs aqui do Santuário. Graças a Deus, hoje ele está bem e veio aqui em seu primeiro passeio para visitar a Mãe e Rainha.”

Este dia é muito especial, pois Andréia também agradece ao Padre Kentenich e à Mãe e Rainha a graça de ser mãe.

“Esta gestação foi realmente um presente jubilar que recebi no Santuário, estamos casados há 6 anos. Há dois anos atrás perdi meu pai e isso me levou a depressão que veio com toda força, por isso eu não podia engravidar.

Nesse ano, o Eduardo e eu, participamos do retiro da Liga de Famílias em comemoração ao ano jubilar, eu vim mesmo só para pedir a graça da cura, porque já não suportava mais a depressão e meu esposo, no início, não aceitava meu problema de saúde, dizia que era impossível uma pessoa que está dentro da Igreja ter depressão, que eu não tinha nada. Ele dizia: “Você é catequista, ministra da Eucaristia, isso é frescura!” É difícil as pessoas aceitarem, é uma doença incompreensível para quem está de fora. A Ir. Ana Luiza sempre foi um ponto de apoio para nós e sempre dizia assim: ‘Quem vive a depressão vive um inferno e quem vive junto com a pessoa com depressão vive um purgatório, mas essa provação é um momento muito lindo de purificação que Deus está proporcionando. Por meio da depressão virá uma graça muito maior.’

Por isso, quando viemos ao Santuário, para participar do retiro da Liga de Famílias, vim com a intenção de pedir a cura, porque já não aguentava mais a depressão. Foi um momento muito especial, porque neste retiro revivemos nosso primeiro amor como casal. Conseguimos ficar aqui esses três dias vivendo essa atmosfera e no último dia quando o retiro já havia encerrado fomos até a capela e, passando no monumento dos heróis, lembrei que meu esposo já havia recebido uma graça por intercessão do Pe. José  Kentenich, antes de nos casarmos.  Então falei para ele: pede ao Pe. José  Kentenich a graça da minha cura? Neste momento, meu esposo colocou a mão sobre minha cabeça e a outra na minha barriga e começou a rezar do jeito dele, ele disse: “E aí, beleza, Padre Kentenich?! Bacana né, então, estou aqui de novo, preciso de mais uma graça, dá para o senhor curar minha esposa, o senhor já me deu uma graça antes, então faz o favor, ela já não suporta mais. Intercede a Deus para que ela seja curada e que até o final do ano o senhor possa curá-la e, aproveitando a oportunidade... Pede a Deus para colocar um bebezinho aqui dentro esse ano, se não for pedir muito, porque nosso sonho sempre foi ter um filho, mas a graça maior é a cura e assim depois pode vir as outras coisas.” Isso aconteceu no dia 8 de junho e no dia seguinte essa criança foi concebida.

Passou todo esse período, e no mês de julho fui ao psicólogo e ao psiquiatra para fazer o tratamento da depressão, mas aquele dia eu acordei totalmente diferente, parece que Deus falou para mim que, a partir desse dia, os seus dias não seriam mais iguais. Nessa mesma semana fizemos uma visita para um casal amigo nosso, que conhecíamos desde a época de solteiros. Eles também estavam esperando um bebê e, ao nos despedir, minha amiga me abraçou bem forte e disse: “Que alegria seria se daqui uns dias você ficasse grávida também!”  Mal sabíamos que eu já estava grávida, para mim este momento foi como a prima Isabel saudando a Mãe de Deus. Essa minha amiga, Patrícia, me disse: “Até o final do ano você também vai estar com um barrigão, os dois bebês vão ser amigos, vão crescer juntos!” Eu respondi: “Seja feita a vontade de Deus, mas eu acolho essa graça!”

Dois meses antes, o psiquiatra havia dito que minha cura estava próxima e a psicóloga também falou que logo tiraria meus remédios, mas que eu nem pensasse em engravidar, só após um ano e meio, até que toda a droga pudesse sair do meu organismo. À tarde passei na médica, e no final da minha sessão, contei para ela que estava “meio atrasada”. Ela me pediu para fazer logo um teste de farmácia, mas não acreditei que ele daria algum resultado.

 Porém, tomei coragem e fui fazer o teste, que falava para esperar de 5 a 10 minutos e no primeiro segundo já deu positivo. Neste momento comecei a chorar.  Ao meio dia meu esposo chegou, nós corremos para fazer o exame de sangue e ele ficaria pronto justamente às 15h!  Ele olhou para mim e disse: “É a hora da misericórdia!” A partir daí comecei a pedir a misericórdia de Deus, porque eu pensava assim: meu esposo é muito ansioso, ele não vai aguentar se o resultado for negativo. E mesmo já sabendo do resultado positivo do teste da farmácia, eu queria ter certeza com o exame de sangue. Às 15h fomos buscar o resultado do exame e não tínhamos coragem de abrir. Fomos correndo até uma Capela de Nossa Senhora Aparecida em Americana/SP. Entramos com o resultado na mão, ficamos muito tempo chorando e rezando, pedindo a graça, para que o bom Deus não nos decepcionasse.

Meu esposo abriu e eu fiquei de olhos fechados e pensei: “de novo deu negativo”, porque percebi que ele estava chorando... Ele me cutucou e disse: “Olha aqui está escrito positivo!” Foi uma alegria imensa! O Eduardo olhou para mim e perguntou: “O que a gente faz agora? Vamos avisar seus pais, sua minha mãe e não contar para mais ninguém. No dia seguinte vamos ao Santuário (era feriado, 9 de julho) e vamos agradecer a Deus, à Mãe e Rainha e ao Pe. Kentenich por sua intercessão.” Quando chegamos no Santuário fomos conversar com Ir. Ana Luiza primeiro, mostramos o exame para ela, que nos olhou e disse: “Vocês sabem que dia foi ontem, que descobriram que serão pais?” Nós não lembrávamos... Ela disse: “Como vocês não lembram? É uma data muito especial para nós do Movimento, 8 de julho é o aniversário da ordenação sacerdotal do Pe. José Kentenich.” Ou seja, tudo aquilo que pedimos por intercessão dele, foi confirmado nessa data tão importante.”

Este tempo de gestação é um tempo sagrado de advento.

“Vivemos uma expectativa diferente neste Natal, pois em cada Advento a Mãe de Deus espera para nos presentear seu Filho no Natal e agora estamos vivendo o contrário, nós estamos esperando para entregar nossa filha à Mãe e Rainha. Estamos vivendo também o Advento na espera de nossa filha: Maria Eduarda.

Nossa pequena Maria Eduarda, desde o ventre, já é consagrada à Mãe e Rainha! Deixamos o exame no Santuário e agradecemos imensamente à Mãe e ao Pe. Kentenich por terem intercedido por nós junto a Deus.”

 

 

Por: Secretaria da Romaria/ Atibaia


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