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22 de Junho, 2020

Pe. Kentenich nos ensina a confiar na Divina Providência

“A pergunta mais importante, neste momento, é se estamos ou não fazendo a vontade de Deus”

A fé prática na Divina Providência é uma mensagem de Schoenstatt e o Pe. José Kentenich viveu dessa fé, em todos os momentos de sua vida. A confiança na Providência Divina lhe dava clareza, força e tranquilidade em aceitar e viver a vontade de Deus, mesmo nas situações mais difíceis, tanto em Dachau, como no longo exílio de 14 anos.

Gostaria de relatar um testemunho de um jovem sacerdote, recém-ordenado, que conheceu o Pe. Kentenich no campo de concentração de Dachau. Este sacerdote estava angustiado e deprimido pelo ambiente que ali reinava. Pe. Kentenich descrevia Dachau como uma cidade de morte, uma cidade de escravos, uma cidade da fome.

Um dia, tocam as sirenes, anunciando ameaça de bombardeios e, na barraca dos sacerdotes, todos se atiram ao chão. Somente um permaneceu de pé, imperturbável, como se nada houvesse. Ao vê-lo assim, aquele jovem sacerdote pensou: esta pessoa não tem medo, ela pode me ajudar a superar a minha angústia. Perguntou quem era e lhe disseram: “É o Padre Kentenich, Fundador de um Movimento mariano e de uma comunidade de Irmãs”. Aproximou-se do Padre Kentenich e lhe disse: “Padre, desculpe, quero apenas fazer-lhe uma pergunta muito importante para mim. A única coisa que lhe peço é que não me engane e me diga a verdade”. O Padre Kentenich respondeu: “De que se trata, meu irmão? Se posso ajudá-lo, farei com muito prazer”. Então veio a pergunta: “Diga-me, o senhor crê que sairemos vivos deste inferno de Dachau?” Pe. Kentenich sorriu e lhe disse: “Irmão, creio que essa não seja a pergunta mais importante neste momento”. O sacerdote, decepcionado, perguntou: “Se não é essa, qual é, então?”

O Pe. Kentenich respondeu: “A pergunta mais importante, neste momento, é se estamos ou não estamos fazendo a vontade de Deus aqui, neste inferno de Dachau”. O sacerdote foi embora, desiludido. Sentiu que seu mundo desmoronava e, naquela noite, não conseguiu dormir. Ficou interiormente magoado, porque pensava: para ele, talvez a vida não seja importante, mas para mim é o mais importante que tenho. Por outro lado, dizia consigo: se não me consolou, ao menos não me enganou… Afinal, como poderia responder à pergunta que lhe fiz? Quem sabe se sairemos daqui vivos ou não? Se me tivesse dito que sim, como o saberia? E se dissesse que não, também, como o saberia? Ao menos que tivesse uma revelação. Na verdade, só Deus o sabe. E o que disse ele? “O importante é fazer a vontade de Deus”. Começou assim a reconciliar-se. No dia seguinte, voltou a encontrar-se e assim, começou sua amizade com o Fundador.

Ele sempre nos ouve

Hoje, muitas vezes recorremos à intercessão do Pe. Kentenich com nossas aflições e necessidades físicas ou espirituais.

Ao recorrer à sua intercessão, esperamos sair com a resposta, ou melhor, com a graça alcançada, assim pensamos que seja a vontade de Deus. O Pe. Kentenich sempre nos acolhe, sempre ouve nossos pedidos, porém nem sempre somos atendidos, da forma como pedimos, porque essa talvez não seja o melhor para nós. Se ele não nos atende como pedimos, também não nos engana. Ele nos ensina a crer no plano de Deus, a crer que a Divina Providência guia nossa vida, conforme a vontade de Deus. Por isso, não desanimemos. Sigamos confiantes de que ele sempre nos atenda e nos ajude a realizar a vontade de Deus e, quanto possível, também intercede a Deus pela realização de nossos pedidos.

 

Referências: Padre Kentenich e a nova ordem social

Por: Ir. M. Inácia Bett


Fonte: schoenstatt.org.br