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15 de Setembro, 2020

Vocação brasileira em Schoenstatt

Uma viagem do Santuário de Atibaia para Schoenstatt

O início do caminho vocacional, para viver as experiências que o bom Deus prepara. Três brasileiras, que iniciaram a preparação no Santuário de Atibaia/SP, seguiram para sua preparação em Schoenstatt, na Alemanha, onde o Movimento Apostólico nasceu, são elas:  Aline Cristina da Silva, de Guarapuava/PR, Larissa Rodrigues Ferreira, de São Bernardo do Campo/SP e Thálita Siqueira de Oliveira, de Louveira/SP.

“É unânime que essa experiência é uma grande graça e presente para cada uma pessoalmente, mas também como grupo. Iniciar nosso caminho vocacional aqui é realmente algo que nunca havíamos imaginado e confiamos que tudo aconteceu e vai acontecer da melhor forma”, explica Larissa.

Grande presente

Estar em Schoenstatt é algo especial, no mesmo pequeno Santuário em que o Pe. José Kentenich selou a Aliança de Amor com Maria, convidando a Mãe de Deus para se estabelecer ali.  Larissa e Thálita já viveram a experiência em 2014, por ocasião da Celebração do Centenário da Aliança de Amor, mas para Aline essa é a primeira vez.

“Estar aqui, ainda que isoladas por conta da viagem/pandemia, é indescritível. Sabemos que é um grande presente, mas como disse o nosso Pai e Fundador, ‘Presentes são tarefas’, então temos consciência de que é realmente uma grande graça poder estar aqui, nesta terra sagrada onde tantos filhos de Schoenstatt gostariam de estar e muitos ainda não puderam estar aqui fisicamente e talvez não poderão. Por isso, trazemos toda a Família de Schoenstatt, todos os nossos familiares e claro, também todas as Irmãs da Província Schoenstatt Tabor, aquelas que já puderam estar aqui e também as que ainda não puderam. Trazemos todos que se doam pelo Movimento em todo o mundo, especialmente em nosso Brasil Tabor e pedimos à Mãe que nos use como instrumentos e renove em todos os filhos de Schoenstatt o carisma do Fundador e o ardor dos primeiros heróis”, diz Larissa.

Coração aberto

Ela também comenta a importância desse momento para a vocação. “Viemos com o coração aberto para vivenciar tudo o que o bom Deus tem preparado para cada uma. Poder beber da fonte de graças original e depois retornar ao Brasil com a responsabilidade de distribuir essas graças por meio do nosso apostolado/vocação exige realmente uma atitude de abertura de coração e desprendimento de si mesma e esse é o sentido da vocação: deixar tudo para doar-se ao verdadeiro Tudo, que é Deus. Conviver no lugar onde o Pai e Fundador viveu, onde os heróis viveram e se doaram por Schoenstatt, com Irmãs que acompanharam o Pai e o início do Movimento certamente será algo enriquecedor. Esperamos poder retribuir tantas graças recebidas de nossa Mãe por meio da fidelidade à vocação e do servir desinteressado”. 

As candidatas inicialmente vão estudar alemão. Depois, candidatas de outros países também chegam à Schoenstatt para dar início a formação oficial: candidatura, postulado e noviciado. Essa formação terá a duração de aproximadamente 3 a 4 anos.

Sentir o chamado de Deus

Para aqueles que estão discernindo a vocação, as candidatas deixam um recado: “Ouse fazer uma experiência e mergulhar naquilo que Deus colocou em seu coração”, diz Aline.   “Oração, pequenez e abertura de coração: essas três coisas atreladas a orientação de uma Irmã foram fundamentais para meu discernimento. O segredo é fazer-se pequena e pedir a graça. A vocação é uma graça, um presente, um dom de amor de Deus para comigo. E depois: coragem. Vale a pena ousar e experimentar. Tudo é dom de amor e não há nada a perder” comenta Larissa. “Se você sente o chamado em seu coração, faça uma experiência, coloque-se em oração e peça a Mãe e a Jesus que iluminem sua vocação para que possa cumprir a vontade de Deus, o caminho para o qual você nasceu. Deixe-se surpreender”, encerra Thálita.  

Por: Juliana Dorigo